Queria conseguir expressar em palavras o aperto que sinto no peito,
Adorava poder verter as lágrimas que choro por dentro todos os dias,
É mesmo fodido viver com o peso da saudade na consciência.
O corpo começa a ceder e eu estou a deixar-me ir com ele.
Como se um "o Sá é assim, toda a gente diz isso", ecoasse na minha cabeça. Como se todas as verdades que ouvi naquele dia, não fossem as suficientes para que toda a gente tivesse consciência do monstro que sou, do mal que faço às pessoas de quem mais gosto e do porquê de me isolar tanto e de ficar tão fechado comigo.
Adorava poder receber um abraço agora, possivelmente de alguém que já não está cá e de quem tenho muitas saudades, alguém com a qual eu trocaria a minha vida e certamente a pessoa de quem sinto mais saudades.
Sei que seria um homem a sério se lhe pedisse desculpa, se me deixasse de fazer de forte e se pudesse quebrar, como quebro de cada vez que escrevo.
Isto de escrever ajuda-me a exorcizar, mas também me faz pensar bastante... Até que ponto estou novamente disponível para gostar de alguém? Serei eu capaz de não magoar essa pessoa, como acontece sempre?
Acho que só o tempo o dirá, até lá, resta-me aguardar pelo fim, como o faço todos os dias.