Penso diariamente em desaparecer.
Como se outra realidade, outro dia, outro local ou outras pessoas, não fossem necessárias ou suficientes. Refugio-me nos meus pensamentos, procuro respostas no vazio, corro atrás do nada.
Penso que o nada é tudo, deixo-me consumir pelo embrenhar de ideias que é a minha mente. Procuro separar o meu corpo da minha mente com a mesma facildade que faço as pessoas passarem na minha vida, mas isso não chega. Nunca chega. Tudo nunca é suficiente para mim. Por vezes só precisava do colo, daquele colo que eu sei que não me vai ser dado. Tento fazer o exercício de saber como seria, mas nunca seria como eu pensava, porque nunca nada é como eu penso.
20 anos e eu só queria sumir, de vez. Gostava de me diluir no mar e não voltar, acontecer o que acontece à espuma e partir numa viagem só de ida.
As lágrimas não são suficientes para escrever tudo o que sinto. Os sentimentos não conseguem ser definidos, sei que estou mais no fundo do que nunca, sei que me dá um aperto no peito e que a vontade de sair da cama é nenhuma. Mas não sei mais que isso.
Enfim.