30.4.15

O dia começa bem,
mas está a começar a cair.

Não sei porque, nem como... Mas tenho alguns pensamentos menos positivos a invadirem-me a cabeça,
como se uma guerra se tratasse.

Continuo a achar que não me enquadro nos registos,
nem nos standarts,
nem em nada.

Às vezes só queria desaparecer, para não mais voltar.

O álcool tem o poder de me fazer dizer estas coisas, de ser sincero quando não o quero ser... Mas de que adianta? De que adianta a sinceridade, se continuo sozinho? Se ando sozinho, vivo sozinho, ajo sozinho...

Só quero ir embora, pegar na mala e recomeçar, do 0, e do 0 outra vez, e novamente do 0.

Desabafar faz-me tão bem, e tão mal ao mesmo tempo. Sinto que, apesar de a escrita ser o meu único refúgio, que não tenho mais nada para além disto.

A sério, só me ocorre um verso de Zeca Afonso para dar como encerrado o meu dia de hoje.

... que é já tempo, de embalar a trouxa e zarpar...

Estou pronto para desligar o on e activar o off, para sempre (?) não sei... Mas momentaneamente, sim.