25.3.15



Quaresma - substantivo feminino - quadragesima, quadragésimo dia.

Dia 13 de Fevereiro de 2015 acordei meio assim assim.
Estava a beber café quando o telemóvel tocou. Match. Smile.
Eras tu. Foste o primeiro que falou. Não percebi logo que estudavas no mesmo sítio que eu e fiz-me de desentendido em algumas coisas com medo que não estivesses à procura do mesmo que eu.

No final da noite, estava num café e quiseste ligar-me. Estavas de Bambi, ias para casa, e andei às voltas na esplanada enquanto falava contigo e me perguntava o que estava a acontecer. O café fechou, eu fui para o carro, e no fim da chamada tinha o coração a bater.
Lembro-me de quase tudo.

Foi a primeira vez que me deixaste assim. Com o coração aos pulos.

Entre boleias oferecidas e chamadas diárias, encontrei-te na 2ª e passeámos à beira-rio. Não me vou esquecer de nada, nem do beijo nem da conversa.
Voltar para Madrid no dia seguinte foi uma prova de força.

E quando, há quase uma semana, voltei a estar contigo, voltou tudo a fazer sentido, como se alguém tivesse parado o relógio até te beijar à porta de tua casa com a noite por trás.

Passou-se um mês, Miguel. Um mês e nem sei se dizer-te tudo isto é demais, ou demasiado cedo, mas disse-te desde o início que ia sempre ser honesto contigo, e aqui estou eu a cumprir a promessa.

Obrigado por teres aparecido. Adoro-te.

É ler coisas como estas que me faz ver o quão sortudo sou em ter encontrado alguém.